Se for uma partição EXT3, use o comando:
# fsck.ext3 /dev/hda1
Ele vai começar a apontar os erros e perguntar se cada um deve ser corrigido. Normalmente você pode ir apenas respondendo "y" para tudo, mas caso existam dados realmente importantes na partição é melhor prestar mais atenção. Arquivos danificados ou fragmentos de arquivos que puderam ser recuperados vão para a pasta "lost+found" no diretório raiz da partição.
Você pode também adicionar o parâmetro "-f", que força a verificação da partição, mesmo que o sistema de arquivos pareça não ter problemas:
# fsck.ext3 -f /dev/hda1
O fsck não é capaz de recuperar o sistema de arquivos em casos de problemas com o superbloco, o setor que contém informações essenciais, como o tipo, tamanho, status e informações sobre a estrutura do sistema de arquivos. Quando não encontra o superbloco, o fsck simplesmente falha miseravelmente, exibindo um "fatal error", sem maiores explicações.
É difícil estimar quantas reinstalações já foram feitas, e qual foi o efeito negativo sobre a reputação do sistema durante sua história por causa deste simples problema, que é felizmente fácil de resolver.
Sempre que a partição é criada, são criados vários superblocos alternativos, que servem justamente de backups para casos de problemas com o primeiro. Você pode ver a lista de endereços usando o comando "mkfs.ext3 -n partição", como em:
# mkfs.ext3 -n /dev/hda1
Ao usar o comando, nunca esqueça de incluir o "-n", caso contrário ao invés de mostrar as informações, ele vai formatar a partição. No final do relatório você encontra:
Superblock backups stored on blocks:
32768, 98304, 163840, 229376, 294912, 819200, 884736
Alternativamente, você pode usar também o comando "dumpe2fs /dev/hda1 | grep -i superblock". O Testdisk (que vimos a pouco) também oferece uma opção para listar superblocos alternativos em partições EXT, que você acessa em "Advanced > Superblock".
Chame novamente o comando "fsck.ext3", adicionando a opção "-b", seguida do endereço do superbloco que será usado. Caso eventualmente o primeiro resulte em erro, experimente o segundo, e assim por diante:
# fsck.ext3 -f -b 32768 /dev/hda2
Para partições EXT2, use o comando "fsck.ext2", que suporta os mesmos parâmetros.
Numa partição ReiserFS, comece com o comando:
# reiserfsck --check /dev/hda1
Ele exibe um aviso: Do you want to run this program?[N/Yes] (note need to type Yes if you do):
Ou seja, você precisa digitar "Yes" para continuar, caso apenas dê Enter ele aborta a operação.
Ele vai verificar toda a estrutura do sistema de arquivos e indicar os erros encontrados. O próximo passo é usar a opção "--fix-fixable":
# reiserfsck --fix-fixable /dev/hda1
Este segundo comando efetivamente corrige todos os erros simples, que possam ser corrigidos sem colocar em risco as demais estruturas do sistema de arquivos. Em 90% dos casos isto é suficiente.
Caso seja encontrado algum erro grave, ele vai abortar a operação. Estes erros mais graves podem ser corrigidos com o comando:
# reiserfsck --rebuild-tree /dev/hda1
Este comando vai reconstruir do zero todas as estruturas do sistema de arquivos, vasculhando todos os arquivos armazenados. Esta operação pode demorar bastante, de acordo com o tamanho e quantidade de arquivos na partição. Nunca interrompa a reconstrução, caso contrário você não vai conseguir acessar nada dentro da partição até que recomece e realmente termine a operação.
O "--rebuild-tree" vai realmente corrigir qualquer tipo de erro no sistema de arquivos. Ele só não vai resolver o problema caso realmente existe algum problema físico, como, por exemplo, um grande número de setores defeituosos no HD.
Finalmente, caso você esteja usando uma partição formatada em XFS, comece com o:
# xfs_check /dev/hda1
Ele vai indicar os problemas encontrados. Para realmente corrigi-los, rode o:
# xfs_repair /dev/hda1
Assim como no caso do reiserfsck, todo o processo é automático. Ao contrário do EXT2, tanto o ReiserFS quanto o XFS são sistemas de arquivos muito complexos, por isso qualquer intervenção manual só aumentaria a possibilidade de destruir tudo.
Mas, ambos incluem algumas opções avançadas, que podem ser especificadas no comando. Você pode dar uma olhada dentro dos manuais: "man reiserfsck" ou "man xfs_repair".
texto retirado do site http://www.linuxnarede.com.br/artigos/fullnews.php?id=114
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